Suas mãos estão imundas

Essas mãos sujas, cheias de terra,
começando sua pequena guerra,
perfurando a areia, procurando tesouros.
Tesouros escondidos, esquecidos,
como segredos não ditos.
 
Os grãos de terra misturados com água em tua roupa macia.
Você certamente sente a alegria,
enquanto quem vê pensa no árduo trabalho
de transformar sua felicidade em cândida.
 
Você aí, pequena Maria Teresa,
caçando recompensas na terra densa,
enquanto observo sua proeza de criança,
valsando e encardindo sua mais breve dança.

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