O canto da clavina

Ferramenta humana, tanto sangue derrama,
manchada de rubro, tal qual vinho tinto,
queimando a garganta de quem a consome.
 
Ferro cálido, fumaça branca; branda.
Inverso irônico para um final trágico,
presente de guerra forjado na terra.
 
Fonte de um descanso forçado, etéreo.
Qual é o mistério,
se, com suas mãos imundas, o maculou?
 
Ó mármore esculpido pelo fogo,
sua vista branca e alva.
A clavina que imobilizou seu corpo
não foi a mesma que destruiu minha alma?

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Viva

A grande festa

Poeta do amor com dor.