A dança sob a neblina
Na estrada chuvosa, você dançava sob a neblina,
oscilava, correndo como a velocidade de um choque.
Tudo era tão excitante: o sangue, pura adrenalina;
um sacrifício perfeito para Moloque.
Na estrada, brincava, indiferente aos demais;
era tudo tão divertido que não se importava mais.
Mesmo diante de jarros de vidro,
consumar seu desejo era seu alívio.
Pelo caminho, as luzes te acompanhavam,
junto com o cimento misturado em betume.
As linhas brancas e amarelas continuam,
e a velocidade alucinante, como de costume.
Agora, o cimento cobre o telhado do seu lar;
seu nome é um dentre a multidão.
Sua dança levou outros quatro cativos;
eles assistem ao fim do espetáculo,
adormecidos em seus próprios jazigos.
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