Anônimos.

Anônimos em um mundo de anonimato, buscando popularidade,

meros seres humanos querendo reconhecimento, querendo ser reconhecidos,

em um lugar onde outdoor, vídeos, imagens... pairam por todo o redor,

pessoas pensando que estão em seu mais alto auge,

tentando ser a próxima divindade.

 

Procurando em seu reflexo o preço do que é sem valor,

enquanto negligenciam os seres nas ruas, não importa se sentem fome, frio ou calor;

usando pessoas necessitadas como uma estampa em mostruário para a sociedade,

enquanto, em suas redes sociais, sanam sua fome pela vaidade.

 

Até onde vai o desejo pela fama? A busca incansável e inatingível pela ganância?

Apenas para fugir do anônimo, do desconhecido da insignificância,

como podemos aplaudir de pé um ato podre de altruísmo,

quando, na verdade, são gestos baseados no mais puro egocentrismo?

 

Ao passo que, do outro lado do vídeo, está alguém frente a uma tela,

observando toda aquela apresentação da arte mais bela,

assistindo ao espetáculo de um lobo sorrateiro,

escondido e confortável em sua pele de cordeiro.

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