Poeta do amor com dor.

Aqui estou novamente, nas mesmas linhas em que transbordo sentimentos.
Sentimentos escondidos e ressuscitados.
Encaixando palavras em linhas e versos.
Muitas vezes nem sei como começo.

Buscando de inspiração a melodia que habita em minha alma.
Invejando aqueles que com tanta destreza
escrevem suas poesias com clareza.

Sonetos, canções sem melodia.
Apenas o ressoar desses versos
Podem despertar sentimentos da alma mais sombria.

Quem dera pudesse ter tal talento.
Posso até escrever com sentimento
Mas serei apenas uma penumbra em meio a tal compositor
Onde cada verso ressoa seu amor;
sua obra em forma da arte mais pura.

Posso usar palavras floreadas;
Posso escrever de forma cantada
No entanto, serei apenas aquela poeta.
Aquela da rima do amor com dor.
Aquela que escreve por hobbie.
Embora nunca seja nobre;
São meras palavras de um coração sonhador.

Não procuro riqueza ou grandeza
Minhas mãos não possuem tal proeza.
Daqueles versos passados de geração a geração.
Jamais serei lembrada por essas linhas.
Jamais esses sentimentos em forma de verso farão o corpo arrepiar.
Jamais serei aquele escritor que te anseia quando diz que "o amor é fogo"
Quando "rir um riso pode derramar um pranto".

Ainda assim, estarei escrevendo
Até quando apenas eu estiver lendo.
Até minha mente se esvair.

Escrevo porque a poesia é como um alimento para o coração,
escrevo para dissipar a dor,
escrevo porque palavras têm poder.
Somente elas conseguem destruir, derrubar, arruinar ou fortalecer.
Escrevo porque quando chegar a hora,
e a juventude for embora
em meus versos estará minha memória.


*Referências:*
- *Amor é fogo - Luís de Camões*
- *Soneto de Fidelidade - Vinícius de Morais*

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